Po, Po, Po, Po, Popota!



Mais um ano que a pouco e pouco vai chegando ao fim e mais uma vez chega o Natal.
O Natal, época onde toda a gente se dá bem, altura em que as ruas se iluminam, momento em que as crianças suspiram pelos brinquedos e escrevem cartas a expressar os seus desejos de Natal á Popota!
É verdade. Uns amigos contaram-me, que a sua filha lhes havia dito que queria escrever o seu pedido de Natal á Popota, em vez de escrever ao Pai Natal.
Como será possível que aquele velhinho, de barbas brancas, com um ar tão simpático, seja agora trocado pela Popota? Simples!
A Popota surge este Natal, jovem, sensual, divertida, animada pelo Wegue, Wegue dos Buraka Som Sistema e com uns novíssimos implantes mamários e umas quantas lipoaspirações que fazem qualquer hipopótamo suspirar. Tudo isto, aliado a uma forte campanha publicitária, e temos a nova fonte dos desejos dos pequeninos.
Também a Leopoldina aderiu á moda do silicone e acrescentou uns tamanhos extra ao seu peito, deixando no entanto inalterado o seu ar responsável de ave amarela que fala.
Se o Pai Natal não se põe a pau, pode começar em breve a perder os locais que domina, entre eles os Centros Comerciais. Facilmente, a cadeira que recebe o Pai Natal, que por conseguinte recebe as crianças, poderá ser ocupada pela Popota, depois de devidamente reforçada, está claro.
A magia do Natal traz assim até aos mais pequenos a possibilidade de escolha do destinatário dos seus desejos, mostrando que o Natal já não é o que era.
Pai Natal ou Popota? Eis a questão!
Eu, este Natal, vou pedir as minhas prendas ao senhor de barbas brancas do Pingo Doce. Parece-me que tem um ar respeitável e como ninguém se deve de lembrar de pedir a ele, pode ser que tenha sorte… Se for preciso até decoro a música do Pingo Doce…
“O Mundo roda e muda de lugar, mas uma coisa permanece igual, a qualidade e o preço baixo no Pingo Doce e o nosso amor por Portugal…”

Boa semana!

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